No embalo da sanfona

Deve ser loucura. Eu rodopio em volta do quarteirão e com certeza é loucura, tua mão no meio das minhas coxas, acho que tô maluca, me enfiando na faixa que eu percebo o que é pedestre e não buzina pra mim caralho! Tô doida, desço sua rua com o estômago chuviscando, uma tempestade na minha…

Já era

Devo ter caído no meio do sofá. Ido pra debaixo do armário. Fiquei no fundinho da pia ou no canto do quintal ou no buraco da parede que tá a janela. Pode ter sido nos fios da coberta. Ou na costura da sua meia, dos meus botões abertos, posso ter ido parar no seu cabelo grudando…

“Tudo bem contigo?” Tudo bem comigo (menos a vontade mais-que-gigante de deslizar minha língua na sua enquanto descubro seus mamilos duros com as pontas dos dedos esquerdos ao mesmo tempo em que os direitos te molham nas coxas e eu sinto teu arrepio ofegando no ouvido de novo e de novo e) “Cê anda distraída” É…

É fita